Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010
Zé Manel
Deixem-me falar-vos de Zé Manel. Zé Manel é uma espécie de gigolo frustrado. Ele não sabe que é gigolo, não sabe que é frustrado e esquece-se de levar dinheiro pelo que faz. É quase um traste na indústria da Gigolodice. Estamos a falar de um homem com pouco mais de um metro e meio, dentes caninos afiados, manga cava e espada de samurai em riste. Não tem bigode nem fio ao pescoço mas quando esbarramos na sua inchada figura pequena, achamos que sim. Zé Manel anda sempre bronzeado, peito feito e bem disposto. Adopta carinhosamente as piadas dos amigos para impressionar miúdas. Promete-lhes amor do verdadeiro, elas prometem ir para a cama com ele. E vão. Em vão. Zé Manel prefere as raparigas de pouca idade, um pouco perdidas. Que esperem muito mesmo que não recebam nada. Que não conheçam os amigos para lhe acharem piada. Que escrevam com XX e KKK e bxxuss foffuuss para não se esforçar muito. São muitas raparigas, não há tempo a perder com dissertações literárias de alto gabarito. Prefere-as com duas mãozinhas para as festas no enorme ego e sonante pénis. Tem uma namorada. Espantem-se! Zé Manel tem uma namorada que é uma mulher feita. Mas conhece os amigos dele e tem graça com piadas dela. E isso chateia um homem. Um homem como Zé Manel. Este caro amigo de que vos falo gosta da namorada que tem. Gosta muito da casa dela, onde vive sem pagar. É um t3 espaçoso com computador para falar no messenger. E tem cerveja e Sport Tv. E playstation e vizinhos que jogam playstation. Zé Manel é um tipo modesto que não quer muito mais da vida. Talvez o nome escrito em todos os placards na cidade, talvez um paparazzi à perna e umas raparigas que não lhe batam à porta. Da casa da namorada. Nem isso precisam de fazer, as sortudas. Ele vai atrás. Zé Manel é um gigolo frustrado. Tem sorte com miudas e raparigas. Mas não tem sorte com mulheres. Ainda há pouco tempo se apaixonou por uma. A Natasha. E ele que gostava tanto de escrever nataxa, com x, às vezes mais do que um x. Russa de nacionalidade, tímida de perfil, suculenta de perna aberta. Esta última parte acontecia apenas na imaginação de Zé Manel que, por muito que se esforçasse em verborreia, às vezes quente, às vezes desesperada, não conseguia levar Natasha a polir a sua viril espada de samurai. Ela era das que queria ir devagar. Zé Manel que não faz mal, Zé Manel que esperava, Zé Manel que gostava dela mesmo assim. Zé Manel que a embebedou e lhe subiu as saias no banco de trás do taxi-para-a-Estrela-por-favor. Natasha estava rendida fisicamente. Intusmecida literalmente e por todos os lados. E foi nessa altura que Zé Manel percebeu que não tinha sorte nenhuma com mulheres. Nem com mulheres daquelas. Natasha exibia um pénis maior do que o de Zé Manel. E foi mais isso que o fodeu.
(Escrito a 15 de Julho de 2010. Recuperado hoje, porque me apetece.)


publicado por Menina da Rádio às 23:50
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A campaínha tocou. Escrevo sempre os títulos no fim.

Tenho tanta coisa para dizer. Podia falar da Républica e como estamos a perder qualidades como povo revolucionário. O máximo que conseguimos é convocar greves gerais com cartazes muito pouco inspirados, gritos que foram inventados em 74 e ainda sobrevivem por preguiça. Podia falar do prémio Nobel da literatura que tem agora um saldo contabilístico de mais 1 milhão de euros. Como eu gostava de ser escritora. Ou rica, ainda não me decidi. Podia falar do cardiologista que foi demitido por assédio sexual a doentes, o que só prova que os homens muitas vezes põem o pénis no lugar do coração. Qual é o choque? Já sabíamos disto, não? Podia falar sobre a conversa que tive hoje à tarde sobre o número tão reduzido de gajas com piada. E a fazer humor. Não é suposto uma mulher ter piada. Os homens não dizem que amam uma mulher porque ela o faz rir. Às mulheres, pede-se que tenham boas mamas e sejam suficientemente inteligentes para se rirem das piadas deles. Um homem sarcástico é o delírio. Uma mulher sarcástica é ressabiada. Uma mulher não pode fazer funny faces sob pena de perder a pose. E a carga sexual. Ninguém quer ir para a cama com a Maria Rueff, excepto o Bruno Nogueira. Podia falar do meu ódio de estimação pela Anatomia de Grey, cambada de chatos, enjoados, nem coiso nem saem de cima, episódio-a-episódio. O real bocejo. Prefiro falar da minha série do momento. Modern Family. Prefiro, mas não vou dizer muito. Apenas que a Gloria me faz ser um bocadinho bissexual e que o casal gay me faz querer ter uma bebé Vietnamita. Adoro o desconforto do Mitchell quando o Cam é demasiado gay em público. “One big (straight, gay, multi-cultural, traditional) happy family”. Podia dizer muita coisa, mas vou ter de desligar o portátil. A minha pequena e pouco tradicional família - isto até soa a pecado - está a chegar a casa com sushi take-away.

 



publicado por Menina da Rádio às 21:24
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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010
Isto sim, é oposição proactiva.
Tenho andado desiludida com o nosso Governo. Uma pessoa fica em baixo quando percebe que tem um governo incompetente. Ou seja, que não tem jeito nenhum para pedir dinheiro. Caríssimos José Sócrates e Teixeira dos Santos, isto não é só pedir. Os portugueses são povo para dar o que tem e o que não tem, se houver retorno. E por retorno não entendam um equilíbrio das contas públicas, uma correcção do défice. Isso é coisa para interessar muito pouco. É só olhar para as estatísticas. Os portugueses são povo para deixar de comer mas nunca para deixar de ter um carro ou telemóvel. Porque não lançar um passatempo? As famílias que paguem mais impostos ganham 1 fantástico automóvel. As restantes, mais ou menos generosas, ganham Iphones 4 (3G é que não, que os portugueses são argutos, nada de enganar o povinho). Isto para a Classe Média. Excepto para o Pedro Passos Coelho que é de Massamá e chega mais depressa a Lisboa se vier de comboio, e sendo a linha de Sintra ficaria sem o Iphone em três tempos. Para as classes mais baixas também se arranja solução. E o nosso governo é pobrezinho, deveria ter percebido logo. O que é que têm em comum o governo e as classes mais desfavorecidas? Estão todos à espera de um milagre. E cá está. Ponham os olhos na Igreja Universal do Reino de Deus. Se as domésticas, funcionários públicos e pensionistas vão lá deixar o dízimo e mais deixariam se lhes fosse pedido, também podem contribuir para o Governo. É isso. Comecem por substituir a palavra “imposto” por “dízimo”. O resto é fácil: basta que lhes tirem os joanetes e outras maleitas. Convençam os cegos que conseguem ver, ofereçam rins, façam andar os inválidos e têm o problema resolvido. Sem greves nem motins. Senhor Primeiro Ministro, não venha com discursos de coragem. Os portugueses não precisam de coragem. Precisam é de milagres e telemóveis.


publicado por Menina da Rádio às 14:08
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
E não é que fui?

Existe sempre um enorme pudor quando se dá de caras com actores, músicos, locutores, escritores de quem nos tornamos seguidores e conhecemos tanto, ou achamos que sim, conhecemos tanto, menos a cara a três dimensões, menos a pessoa em versão real, de carne e de osso. Já tive dolorosas paixões platónicas por todos por causa das palavras. Uns cantam, outros dizem-nas muito bem, outros escrevem. E eu gosto de palavras. Já adorei, agora gosto. Chorei muito quando o Kurt Cobain morreu, apertei a mão ao Billy Corgan e só a lavei quando achei que já chegava de demência, precisamente nesse dia antes de me deitar. Andei à procura do Jude Law em Londres. Tive uma relação com um locutor que só existiu na minha cabeça, cheia de diálogos entre nós com direito a birras de dia-a-dia e tudo. Alguns dos meus melhores amigos são locutores também; e os escritores têm o dom de me deixar paralisada. O António Lobo Antunes fez-me ficar quatro minutos e meio parada, sem me mexer no meio de uma feira do livro em Lisboa. Queria dizer-lhe muita coisa e nada em mim acordava. Nem olhava para ele, fiz-me de estrábica com meio olho nele, outro meio nos churros e o outro a ver tudo desfocado. Fui embora, sem dizer, sem olhar, sem pedir uma assinatura que ele provavelmente escreveria sem me ver mas seria a única coisa que escreveria só para mim. Perco muito coisa por não me mexer quando devo. Também perco quando me ponho a mexer dali para fora, já me aconteceu com um homem da literatura e ainda bem que perdi, sou franzina e ele não era. Penso muitas vezes que, se tivesse acontecido o que os olhos dele pediam, a esta hora não estaria aqui. Tenho para mim que um homem é capaz de esborrachar uma mulher. Mas isso não interessa para o caso. Hoje havia o lançamento de um livro na Bertrand do Chiado. O segundo livro de uma senhora que tinha um blog e agora já não tem, o que me deixou contrariada. Mas ela é que sabe. Estive para não ir por me sentir ridícula e as groupies só seguem as bandas e não escritores. Passei à porta, estava muita gente. Fingi que passei por acaso e nem percebia o que estava a acontecer. Fui à Gardénia a ver se a futilidade me chamava. Devia estar afónica. Ela que sabe tão bem o meu nome. Quando percebi que já tinham entrado, fui novamente a fingir que estava à procura de um livro qualquer. Não aquele. Aquele chama-se Para Interromper o Amor. É da Mónica Marques, que não é um Lobo Antunes mas já lhe conhecia as manhas de escrita e uma pessoa torna-se íntima assim. Entrei e fui para trás das vinte e tal pessoas, muito provavelmente amigos que estavam ali para lhe dar apoio. Eu não estava. Estava de voyeur, cheia de curiosidade. É pequena, tem ar de mãe cool de dois filhos mas olhos que sabem muito. E os intelectuais que tanto tesão lhe dão, estavam lá. Drooling. A palavra fica melhor em inglês. O Pedro Mexia a falar de conversas de ir ao cu, e de boca cheia. Ela a falar de fufas e a rejeitar a ideia de que o livro é sobre fufismo. E o dilema de ter escrito sem a "puta da história". Gosto de mulheres que escrevem palavrões. Que escrevem foda, cu, puta. Imagino que tenham vidas sexuais menos contidas. E eles: Drooling! E eu a pensar que o marido deve ser um gajo do caraças cheio de segurança por continuar casado com ela depois do blog, depois dos livros. Depois do que ela inventa – porque quem escreve inventa muito - do sexo que põe na cabeça de quem lê. Do que escreve a tinta de esperma. E não é qualquer marido que atura essas cenas, essas ficções. O que os outros vão pensar dele, e ele nem aí. Deve ser assim. Fiquei a ouvir tudo e a sentir não devia lá estar. Senti-me uma penetra da inteligência. O João Tordo também lá estava e eu queria dizer-lhe como esperava que fosse o final do Bom Inverno que acabei de ler à sôfrega. Mais uma vez, os escritores paralisam-me e não disse nada. Fui embora sem livro. Não ia comprá-lo à frente de todos, era logo catada. Comprei-o na Bertrand do Campo Pequeno sem a pressão de pedir um autógrafo, de uma linha escrita só para mim. Quero que ela escreva para todos, sou ou não sou uma altruísta em forma de gente? Já estou a ler o livro. O tal que não tem a puta da história. “Para Interromper o Amor”.



publicado por Menina da Rádio às 00:07
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2010
Coisas que me passam pela cabeça quando estou a pensar noutras Coisas.

Olá, não gosto do arco-íris. Quem é que inventou isso? Nada contra a bandeira gay, são mesmo as corzinhas no céu que me irritam. O céu é azul, às vezes é cinzento, chove, e pronto. Já quando fica cor-de-rosa e as pessoas todas contentes porque vai estar bom tempo no dia seguinte, é estúpido. Devem ser pessoas que pintam o quarto de cor-de-rosinha para se sentirem mais contentinhas, usam diminutivos e fazem festinhas a pessas que mal conhecem. Ah, e dão abraços, muitos abraços, mesmo que nem gostem muito das pessoas que abraçam. Deixa-me toda abespinhada, dá-me nos nervos. Não gosto de arcos, nem no céu nem dentro de casa, já não se usam e só designers de mau gosto é que ainda se lembram de pôr arcos em vez de portas, nas entradas para as salas e para os halls. E depois a ideia por detrás do arco-íris arrepia-me: a combinação de sol e chuva, que é quase sempre acrescentada de casamento da viúva. Por que raio é que uma viúva se casa quando há sol e chuva? Nunca percebi. Por ser uma mistura de segunda oportunidade com o peso de se ter perdido alguém? Filha minha nunca se vai chamar Íris. Nem Arco. Nem Marco. Nem Rosa. Não gosto. Mas gosto da palavra abespinhada e vou usá-la mais vezes. Só para saberem.



publicado por Menina da Rádio às 16:07
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010
Um Mimo de pessoa, é o que eu sou.

Os meus amigos têm altas expectativas para mim. Imaginam-me a chegar ao topo num estalar de dedos. Vêem livros meus no Top da Fnac antes de os ter escrito, o meu nome na ficha técnica de programas de valor, numa tertúlia acesa com altas intelectualidades, a dirigir rádios e projectos criativos. Afagam-me o ego e batem palmas antes do espectáculo começar. Adoro-os. Há uns mais amigos do que outros. Um deles teve a ousadia de me ver num papel que nunca cobicei.

 

Amigo: Tens o suficiente para estar numa rádio mas funcionas bem melhor quando apareces.

Eu: Achas mesmo?

Amigo: Sim. Tens expressões premium, ficas muito bem de contraponto. O teu olhar de desdém é único.

Eu: Deve ser, quando me perguntaram o que queria ser quando fosse grande, esqueci-me de dizer “Quero ser expressiva”. Nunca me lembrei de procurar essa carreira.

Amigo: Foi pena a TMN acabar com o Mimo. Serias um excelente Mimo.

Eu: Odeio Mimos

Amigo: São assustadores. Os Mimos e os Palhaços.

Eu: Obrigada pelas palavras.

Amigo:…

 

Sempre disse que quem tem amigos a sério, não precisa de psicanalistas. Retiro o que disse. Preciso de alguém que me ponha no lugar de mansinho, que não me diga que o que eu faço mesmo mesmo bem, são expressões faciais. Do Chapitô só gosto das batatas gratinadas do restaurante e de um lugar à janela.

 

(E agora enceno um ar de asco e vou fazer coisas que faço menos bem)



publicado por Menina da Rádio às 16:36
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Politchiquicis

Sempre fomos mais cinzentos do que os Brasileiros. Mas parecemos mais requintados. Ponto para nós. É olhar para a “propaganda eleitoral” que se faz por lá. Uma dançarina funk, eufemismo de dançarina porca cheia de mamas a tresandar a perfume de feromonas barato,chamada Mulher Melão (“se temos um presidente lula porque é que não podemos ter uma que é fruta"),  que pensa muito nos idosos (deve ser recíproco) e quando for grande quer ser a Cicciolina em versão morena;  um ex-palhaço cantor que encantou o meu irmão há uns anos, o miúdo andava pela casa a cantar “Fórentina, Fórentina de Jesus...”, não percebia o resto da letra; Um ex- pugilista que dá murros num saco de boxe a dizer que política não é palhaçada (ninguém diria!); E Jefferson Camilo que fiquei a conhecer no programa O Eixo do Mal, que ocupa o tempo de antena com uma propaganda muito sexy, pensa ele (Ver no youtube, vale a pena). O mais parecido que temos é o Manuel João Vieira cuja voz para parodiante da política é fraquinha e mal se faz ouvir. Que só faz rir os amigos e mais 37 pretensiosos, convencidos  membros de uma elite humorística. Não lhe acho graça nenhuma, parece um porco. A parte realmente engraçada nisto tudo é a lei brasileira não permitir o fazer-pouco dos candidatos por parte de comediantes nem comentadores, proibindo qualquer abordagem que ridicularize o bom nome dos políticos. Aqui há a tão intocável liberdade de expressão e de achincalhamento em praça pública e horário nobre. Ponto para nós. Que podemos dizer que Lula da Silva parece um construtor civil e a candidata mais perto da vitória presidencial, Dilma Rousseff, parece uma doméstica que grita o nome dos filhos à janela. Os nossos políticos são mais sérios, raramente se enganam, raramente se riem. Cavaco Silva ainda fala enquanto come bolo-rei de boca aberta, vá, e até faz rir mas sem-querer. Temos um candidato que é poeta, com um ar muito digno.Temos José Sócrates e Pedro Passos Coelho, dois giraços bem vestidos mas sempre zangados. Nem a nossa potencial Mulher Melão, Joana Amaral Dias, faz campanha aos atributos físicos que lhe conhecemos. Fala com a agressividade de uma general do Exército Vermelho. Ai de quem não a olhe “nojolhos” e desvie o argumento para as mamas. Leva. Levam-se todos muito a sério mas gozam connosco no fim de cada mês. Os políticos brasileiros usam palavras do povo, os nossos usam palavras caras. Eles têm pé de chinelo, nós de sapato italiano. É uma verdade, temos mais pinta. Ponto para nós. O país dos coloridos considerado superpotência emergente. O país dos cinzentos mais próximo da bancarrota. Ponto para eles.



publicado por Menina da Rádio às 02:31
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
Backseat Love Songs. É MAU.

 

 

 

 Num blog éterosexual, falar de Backsteat Love Songs é obrigatório. O título do novo disco dos portugueses MAU soa a sexo. O resto também. Vamos aos factos. A banda sofreu algumas alterações desde o último disco, o Pablo que driblava uma espécie de rap em francês, saiu e o baterista também. Queridos, eles mudaram a casa. Os MAU são agora: Luis F. de Sousa (Voz, Sintetizador, Programação), Nuno Lamy (Sintetizador e Baixo) e Pedro Oliveira (Guitarra). Ao vivo juntam-se Eliana Fernandes (Sintetizador e 2ªVoz), Alex Zuk (Bateria). Dizem eles que voltaram às raízes do primeiro álbum. Outra vez mais electrónicos, mas agora mais modernos. E com mais noção de canção, acrescento eu. Se a banda se mantém fiel à formula e segredos para construir uma sonoridade electro, não esquece os elementos essenciais para que a música cresça numa qualquer rádio do género. Ou fora do género. Não é sequer o chamado Grower, que vamos gostando com o tempo. Ouvimos e soa bem, dá vontade de ouvir outra vez. Principalmente a Arkanoid, que grande música, a Arkanoid. O que não deixa de ser curioso é que os MAU se tornam mais “compráveis” – evito aqui a expressão “comerciais”, sempre olhada como depreciativa – numa altura em que não têm a pressão das editoras sempre com €s estampados nos olhos. Eles foram lá sozinhos, e sozinhos tornam-se mais profissionais da Indústria do que com a Indústria atrás. Ai duvidam? Tivessem estado no concerto de apresentação do álbum, no Music Box. Completamente cheio! E os Mau ao vivo são ainda mais poderosos. O inglês do vocalista é irrepreensível, os óculos de massa vermelha ampliam o carisma. São todos crescidinhos, concentrados, focados. Anunciam música que fala sobre algo que rima com Soda. E sempre da caustica. Durante o concerto ouvi, a certa altura, alguém desabafar “estão no país errado”. No país certo teriam dezenas de bandas concorrentes. Aqui, em Portugal, são reis. E só por isso vou voltar ao banco de trás do carro a ver como corre. Já tenho CD para banda sonora.

 



publicado por Menina da Rádio às 16:28
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"Ando a ver mau porno a mais"...
Foi uma amiga que me enviou o mail. Quando vi o subject "Acho que ando a ver mau porno a mais", desconfiei. Segue o conteúdo: "Esta noite sonhei que estava a fazer um menage à trois contigo e com o J. (não me perguntes exactamente o que estávamos a fazer, só me lembro de cobertores). De repente, tu recebes um telefonema da V. a dizer que estás atrasada para uma festa e dizes-nos que te tens que ir embora, mas que nós os dois podemos ir continuando. Eu e o J. ficamos chateados, a dizer que se formos só nós é esquisito. Por isso, tu vais para a festa mas mandas uma prostituta brasileira para o teu lugar. Só que a puta está com uma depressão por ter saudades de casa, algures no Nordeste brasileiro, e fica sentada na cama a chorar sem nos fazer nada. fim. S" Não vou acrescentar nada. Medo.


publicado por Menina da Rádio às 15:55
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010
Passado?


Jacqueline Bisset


Lá fora já chove. Recuso-me a guardar os biquinis, no sábado vou à praia com o guarda-sol e a cadeirinha para ler melhor. É bom que esteja calor. Onde se compra Verão artificial?



publicado por Menina da Rádio às 23:45
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